terça-feira, 1 de junho de 2010

ENCONTRO
Um dia encontraram-se na estrada
A razão e a ilusão
E disse a razão:
-Senhora, porque andas assim
Sempre que ando junto a ti, não sinto teus pés no chão.
Não te cansas de voar.
Respondeu-lhe a ilusão:
-Voar? Quem me dera possuir a terra e torna-la como meus sonhos,
Quem me dera viver em um mundo meu.
Um mundo sem dor, sem tristeza, sem rancor.
Então a razão parou e se pois a pensar
E a ilusão vendo-a replicou
-Tu me pareces inútil a muitos,
Sempre pensando.
Porque não sonhas?
Deixe voar teus pensamentos, não te prendas a ele.
E novamente a razão se pois a pensar.
Então perguntou;
-Como é sonhar?
E disse-lhe a ilusão:
Sonhar e aventurar-se em mundos novos,
Em coisas novas.
Veja meus poetas,
Sonham tanto a noite ao dorme,
Como durante o dia.
Mas teus servos não sonham
Eles simplesmente ambicionam estarem sempre certos,
Sempre terem a ti como medalha de valor.
Mas meus jovens se perdem cedo,
Entregam-se a morte por tua causa.
Mas teus jovens, se perdem cedo sem nem mesmo morrerem.
Danilo Santos
01 de Junho de 2010.